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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

AS MULHERES DO ANTIGO EGITO - PARTE 5

Boa noite, última parte sobre o tema da semana já disponível!!!!

Nefertari
 Falamos durante essa semana sobre as mulheres no antigo Egito, e o post de hoje é breve falaremos sobre a importância das "Rainhas-mãe",

José Nunes Carreira, um pesquisador português exalta em sua obra a figura da rainha e sua importância para os faraós e para o Egito. Para ele, a retratação da mulher na arte egípcia (em seus afazeres domésticos e do campo) não deve ser vista com inferioridade. A figura feminina encontra-se na arte, na literatura e nas tumbas revelam a grande importância social que a mulher possuía.

Sabendo que o faraó era considerado filho dos deuses, Carreira aborda em seu trabalho a relevância que a figura da Rainha-mãe possuía, pois, ela deu à luz um filho de deuses.

"A nobre função da rainha-mãe como guardiã da tradição e portadora de legitimidade volta a sobressair num dos reinados mais faustosos do Egito – o de Ramsés II. O faraó celebra sua mãe Tuy, a «grande esposa real» de Seti I, em construções, relevos e estátuas. Os monumentos espalham-se por muitos lugares do país, de Abu Simbel, no extremo sul, à cidade de Ramsés, no Noroeste do Delta. Até uma estátua de rainha da XII dinastia, velha de 600 anos, foi aproveitada e remodelada para representar a querida mãe, «a princesa, grande em perfeição, grande em amabilidade, mãe do rei do Alto e Baixo Egito, esposa do deus e esposa real, Tuy." (CARREIRA, p. 10, 2001)

Falar da mulher comum é muito difícil, pois há poucos registros. Sabe-se que o trabalho burocrático era voltado para os homens, porém, segundo Carreira, havia uma mobilidade social para as mulheres. Em uma obra entitulada "As Mulheres na História", afirma que é possível identificar mulheres em cargos como escribas, juízes, inspetoras.

Espero que tenham gostado,

Até o próximo tema da semana que vem... :) 

BIBLIOGRAFIA

CURADO, Maria Clara. (org) A mulher na História. 2001.
PRATAS, Glória Maria. Trabalho e religião: o papel da mulher na sociedade faraônica. Revista Mandrágora, v.17. n. 17, 2011.
CARDOSO, Ciro Flamarion. Deuses, múmias e ziggurats. Uma cimparação das religiões do Egito  e da Mesopotâmia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1999.
CAMARA, Giselle Marques. Maat: O princípio ordenador do cosmos egípcio. Rio de Janeiro: Revista Atualidade Teológica (PUC-RJ), ano XI, agosto 2007.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

AS MULHERES DO ANTIGO EGITO - PARTE 4


Boa noite, disponível quarta parte do tema da semana :)



Ontem sobre a representação feminina no panteão feminino, Um dos pilares da construção (digamos assim) da sociedade egípcia residia na existência de deuses e homens e de uma forma diferente de encarar o tempo. O tempo era uma concepção mítica de mundo contínuo, ou seja reviver o início de tudo era uma forma de estabelecer a sociedade organizada e produtiva. No centro dessa visão, surge um conceito, uma personificação feminina que conecta a visão de mundo e tempo: Deusa Maat.

Hoje, disse que iria falar sobre as mulheres que alcançaram altos postos na política do antigo Egito. Algumas mulheres foram destaque na condução do país, podemos destacar Hatchepsut, Cleópatra e Nefertiti. 
Falamos sobre Hatchepsut na nossa page do facebook:



"Hatchepsut foi uma rainha-faraó da XVIII Dinastia, governou com o nome de Maatkara Hatshepsut. O nome Hatshepsut, com o qual ela se tornou conhecida, era, na verdade, um título cuja tradução quer dizer "a primeira das nobres senhoras".


Ela é conhecida na história como a primeira faraó mulher! Após seu pai Tutmés I ter morrido, ela se casou com seu meio-irmão, Tutmés II, que morreu 4 anos depois, deixando como herdeiro do trono um filho com uma concubina, como a criança era muito pequena, Hatchepsut assumiu a coroa por 22 anos sempre tendo o cuidado de deixar o menino bem longe do trono.


Hatchepsut dedicou a maior parte de seu reinado com o embelezamento do Egito, mas empenhou-se em campanhas militares pela Núbia.


Aos poucos Tutmés III foi se fortalecendo e querendo tomar o seu poder, misteriosamente vários assessores de confiança de Hatchepsut morreram no mesmo ano, sua filha faleceu, Hatchepsut então afastou-se do poder e morreu abandonada por todos."  



A mulher retratada nas pinturas é sempre aquela que cuida de seus afazeres domésticos, dos filhos. O que faz a gente levantar a questão: as mulheres que exercem um tipo de poder político foram fatos isolados? 

De acordo com a pesquisadora Glória Maria Pratas, havia uma rígida hierarquia baseada em critérios econômicos e religiosos, porém havia um estatuto da mulher, o que coloca a mulher em uma posição quase igual ao homem. Na parte 2 desse tema falamos sobre isso, acesse o link aqui.

Além de Hatchepsut, podemos destacar Cleópatra, a rainha mais famosa do Egito. Apesar de ser retratada apenas por sua beleza e por seu apelo sexual para atrair grandes governantes do mundo, Cleópatra foi uma mulher muito inteligente, falava diversas línguas, era uma excelente estrategista militar e uma ótima negociante. Antes de falecer, seu pai, Ptolomeu XII nomeou Cleópatra e seu irmão de 15 anos Ptolomeu XIII como governantes do Egito e deveriam reinar juntos, como de costume, ela casou-se com o irmão.  


Cleópatra sabia que Roma era maior potência do mediterrâneo, portanto devia manter uma boa relação com ela se quisesse se manter no poder. 

A icônica cena de Cleópatra enrolada no tapete para se encontrar com Júlio César é relatada em fontes antigas. Ela teria marcado um encontro com César para dar-lhe um presente, e esse presente seria um tapete, enrolado nele estava a própria Rainha do Egito, tornaram-se amantes.

A lenda conta que Cleópatra se matou deixando-se picar por uma cobra. Leia aqui o post na nossa page no facebook sobre ela clicando aqui.


Amanhã falaremos mais sobre essas grandes mulheres, fiquem ligados!

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

AS MULHERES DO ANTIGO EGITO - PARTE 3

Boa noite, tudo bem? Apresentamos a terceira parte do tema da semana.

Maat

Ontem falamos sobre os direitos jurídicos da mulher do antigo Egito, claro que sempre destacando que as mulheres de classes mais abastadas tinham mais acessos a esses direitos, além de acessos a outros recursos para poder viver bem.

Hoje falarei sobre a representação feminina no panteão feminino, sobretudo na Deusa Maat.

Um dos pilares da construção (digamos assim) da sociedade egípcia residia na existência de deuses e homens e de uma forma diferente de encarar o tempo. O tempo era uma concepção mítica de mundo contínuo, ou seja reviver o início de tudo era uma forma de estabelecer a sociedade organizada e produtiva. No centro dessa visão, surge um conceito, uma personificação feminina que conecta a visão de mundo e tempo: Deusa Maat.
Maat

Maat é a deusa da justiça, da verdade, da retidão e da ordem. Ela é responsável pela manutenção da ordem cósmica e social, ela é tanto deusa como conceito. Podemos dizer que ela transitava entre os dois mundos: o dos homens e dos deuses, pois ela influenciava não só a ordem do universo, como também regia a sociedade e o modo de pensar dos egípcios. A deusa é representada como uma mulher com vestes longas, sentada sobre os calcanhares  com asas ou em pé, possui uma pena de avestruz na cabeça, segurando um cetro, símbolo do poder, em uma mão e um Ankh, símbolo da vida eterna, na outra. A representação dessa deusa é datada de pelo menos desde o princípio do Antigo Império.
Você pode ler mais sobre isso aqui.

A principal e talvez mais conhecida divindade egípcia é Ísis, protetora da natureza e da magia, deusa da maternidade e fertilidade. Os primeiros registros de sua adoração datam da V Dinastia, acredita-se que a origem de seu culto tenha sido no delta do Nilo.

Ísis era retratada como uma mulher de vestido longo, coroada com um Hieróglifo.  Durante o novo Império Ísis acabou sendo ligada a Hathor devido aos seus atributos parecidos e a utilizar na cabeça os chifres de uma vaca, com o disco solar entre eles. As vezes foi mostrada apenas segurando o símbolo Ankh em suas mãos. Ísis se torna a Deusa-mãe do Egito.

A representação feminina no panteão egípcio é forte, se eu falasse de todas as deusas importantes eu escreveria um livro. Apenas em elucidar o culto a Maat e na sua representação como criadora e mantedora da ordem social e cosmológica, pede-se perceber que no "início" acreditava-se que a criação do mundo foi dádiva de Deusas femininas, provavelmente ligado à noção da fertilidade.

Além do mundo divino, as mulheres do antigo Egito também tiveram participação política, como por exemplo Hatshepsut, grande esposa real e regente do Faraó. 

Amanhã falaremos mais sobre a influência das mulheres na política.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

AS MULHERES DO ANTIGO EGITO - PARTE 2

Boa Noite, chegamos com a segunda parte do tema da semana.


No texto de ontem vimos que as mulheres da sociedade egípcia antiga alcançaram posições elevadas, e que gozavam de direitos jurídicos, Mas vamos elucidar alguns fatos: quando falamos de mulheres, não podemos ter uma noção homogênea desse grupo, mulheres com posições sociais mais elevadas possuíam maior acesso a esses direitos.

Deste modo, a sociedade não pode ser vista como homogênea, pois as  mulheres de classes mais abastadas possuíam maior acesso a recursos como a educação, mas é de concordância geral entre pesquisadores que o papel da mulher, seja em qualquer classe econômica, era de cuidar do lar, dos idosos e dos filhos, portanto, a mulher do antigo Egito era sobrecarregada em suas responsabilidades.

Para Morley e Salariya (1999) a lei egípcia reconhecia seus direitos e elas podiam ir aos tribunais reclamá-los, caso sentissem que estavam sendo tratadas de modo injusto. “as mulheres eram bem tratadas no antigo Egito. Elas podiam receber uma remuneração e ter propriedades”. (p.34). 

A lei egípcia garantia a mulher possibilidade de prestar queixa do marido que a maltratava, esse aspecto denota que o papel da mulher não era de inferioridade. Por exemplo, quando pensamos em casamento na antiguidade, nos vem a mente uma imagem de cerimônias complexas e noivos arranjados, porém, o casamento na sociedade antiga dependia da vontade do casal e era assinado uma espécie de contrato estabelecendo os direitos da mulher, como o divórcio.  Falando nesse aspecto nem parece que a sociedade egípcia era regida por uma forte influência religiosa, mas para esse momento, não se tem registros de grandes cerimônias religiosas. Leia o post sobre o casamento aqui


Amanhã falaremos sobre a forte presença feminina no panteão egípcio.

Até mais!







segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

AS MULHERES DO ANTIGO EGITO - PARTE 1

Olá, boa noite!


Essa semana apresentaremos um tema muito interessante: o papel da mulher na sociedade do antigo Egito.

Desde a época proto-dinástica, ou até mesmo antes, a mulher ocupou uma posição importante na sociedade egípcia e possuía praticamente os mesmos direitos que o homem, elas chegaram a alcançar postos que somente na sociedade atual mulheres conseguiram alcançar.

Primeiramente, vamos situar nosso período histórico. Em textos anteriores falei que o Egito situava-se no nordeste da África às margens do Rio Nilo, e por se tratar de uma região perto do deserto do Saara, o rio tornou-se muito importante para aquela civilização. Sabemos também que a sociedade  se estruturava em torno da figura do faraó, este era responsável por decisões políticas, funções religiosas, etc. 

Imaginando uma pirâmide social, o faraó estaria no topo, abaixo viriam os nobres, sacerdotes, soldados, escribas, comerciantes, artesãos, camponeses e escravos, é nesse universo social em que destacaremos nosso estudo: a mulher. Na literatura escriba, as mulheres eram retratadas em atividades domésticas, cuidando da família, dos afazeres do campo e tecelagem, o que muitos historiadores, baseados nessa representação, acharam que a mulher exercia um papel de submissão.

A pesquisadora Gloria Maria Pratas, afirma que através de um olhar mais aguçado, pode-se concluir que havia uma hierarquia social constituída por critérios econômicos e religiosos, porém a posição da mulher na sociedade egípcia exerceu um caráter bem próxima ao do homem.

Ambos sexos eram responsáveis pela divisão do trabalho, os homens eram responsáveis pela caça e pesca e as mulheres pelo cultivo do campo e afazeres domésticos.

Apesar da discriminação sofrida pelas mulheres ao longo da história, a figura feminina no Egito, se comparada a outras civilizações antigas, com certeza gozava de uma posição social e jurídica privilegiada. Os textos jurídicos encontrados, tratam do casamento, da gestão dos bens, sem esquecer o divórcio, o futuro do patrimônio dos filhos e as questões de herança. (PRATAS, p.6, 2011)

As mulheres do antigo Egito tinham direitos jurídicos, mas que fique claro que se tratava de mulheres com uma situação social mais abastada.

Amanhã falaremos mais sobre esses direitos, está curioso?

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5


domingo, 15 de janeiro de 2017

Casamento no Antigo Egito

Iniciando o Blog sobre o antigo Egito (uma paixão minha) com o primeiro post falando sobre a cultura antiga ....


Casamento no Antigo Egito


O que concebemos por casamento hoje em dia é na verdade um ritual, mas na antiguidade não era assim. Ptah-hoteb foi um vizir do faraó Djedkare Isesi, da V Dinastia (isso quer dizer 2414-2375 a.C.) e escreveu vários ensinamentos que falam sobre a vida e costume do Antigo Egito.


Ptah-hotep

Estes ensinamentos foram descobertos pelo pelo egiptólogo Francês Émile d’ Avennes, no século XIX  na necrópole de Tebas, hoje o papiro se encontra na biblioteca Nacional da França. Enfim, neste papiro há recomendações que homem e a mulher deveriam fundar uma família quando as condições materiais assim o permitissem, nestes ensinamentos, o tanto o homem, quanto a mulher eram aconselhados a amarem e respeitarem o seu parceiro e, a questão da monogamia ou poligamia era algo que o casal discutia, pois a igualdade entre os sexos era um fato natural e comum à sociedade egípcia. 

A mulher egípcia teve um status privilegiado em comparação com outras civilizações antigas, pois ela tinha direitos iguais ao do homem tanto no que referia ao status social e econômico. Relações de inferioridade ou qualquer outro tipo de problema relacionado com a posição da mulher em sua sociedade, ressaltando que eram iguais tanto em dignidade como em direito. 



Príncipe Rahotep e sua esposa Princesa Nofret. Início da IV Dinastia. Pedra calcária pintada, com olhos incrustados; altura 1,20 m.
As mulheres egípcias casavam entre os 12 e os 14 anos, enquanto que os homens o fariam por volta dos 16, 17 anos, mas não podemos usar isso como parâmetro de dias atuais, porque a perspectiva de vida era bem mais baixa do que hoje em dia.

Ainda falando sobre a poligamia era somente uma questão prática e sem valor jurídico (na família real a situação era outra, veremos mais adiante). O valor jurídico ou moral, em que a esposa e os filhos tinham direito a parte do patrimônio do marido, esta questão influenciava a decisão de ter ou não uma segunda esposa, ou que esta fosse uma escrava; mais posses, poderia ter outras esposas, sem posses, família reduzida.

Outro fator bem importante é que a mulher egípcia não tinha uma tutela obrigatória como as outras civilizações da época, quem escolhia o marido era o pai, mas a moça tinha liberdade de escolha também (caso que não se aplica à família real). Heródoto mencionou diversas vezes em seus escritos históricos que as leis e costumes egípcios eram contrários ao resto do mundo, pois a mulher tinha plenos poderes sobre o marido e, por muitas vezes, a família era matriarcal.


Nefertári - exemplo de mulher egípcia. Afrescos funerários - Tumba de Nefertári - Vale das Rainhas - Egito


Na sociedade em geral, o casamento não era uma comemoração, na verdade, o pai ou os pais levavam a moça (noiva) para a casa do futuro esposo e lá eles trocavam juras simples de união, um afirmando ao outro o desejo de coabitarem e formarem uma família. Era comum também rogar ao parente que havia falecido mais próximo que ajudasse na concepção de um filho. 

Quando queriam se separar, o mesmo acontecia, o cônjuge vocalizava a vontade de separar e estava feito, isso porque o casamento era uma união de ideal social e afetivo. Não havia uma lei para o casamento, só seguir o caminho da justiça, estabelecida pela deusa Maat. Fidelidade era considerada a maior garantia desta união e o adultério, tanto masculino quanto feminino era motivo para separação imediata.

Anão Seneb e sua família - VI Dinastia. Pedra calcária.

O casamento real

Já o casamento de um faraó com sua rainha tinha conotações políticas, sociais e econômicas e até étnicas. Geralmente o faraó possuía mais de uma esposa, sendo a Grande Esposa Real a rainha e aquela que gerava o herdeiro do trono. As demais esposas eram uma consequência de alianças políticas, trocas de favores políticos e sociais. As famílias reais eram grandes e não existia uma cerimônia que "oficializasse" o enlace e sim situações que definiam a Grande Esposa Real. As situações eram: família e o conceito de esposa real. A esposa mais adequada para um faraó era a filha de seu predecessor - sua irmã, ou sua própria filha, mas isso era uma questão cultural e completamente diferente do que encaramos hoje, as relações incestuais no antigo Egito tinham uma conotação étnica e de manter a linhagem real com o mesmo "sangue". Ramsés II teve 8 esposas, 2 delas eram suas filhas

Uma esposa real deveria ser letrada e iniciada nas artes ocultas da religião egícpia. Em raríssimos casos eram de outros países, como nos conta a história da Grande Esposa Real de Anchesenpaaton (Tutancamon), Anchesenamon que quando Tutancamon morreu ofereceu-se como esposa para um dos filhos do rei hitita Suppiluliuma, mas isso é para um outro post.

Toda a sociedade egípcia sabia que a criança que nascia da Grande Esposa Real tinha o direito divino ao trono e havia sido concebido pelos deuses, portanto se um faraó se casasse com sua irmã ou meia irmã, o poder faraônico era fortalecido e abençoado pelos deuses.

Tutankamon e Anaksunamun - Trono real - Museu Egípcio - Cairo


"Os herdeiros da coroa devem ser filhos da Grande Esposa Real; se eles são apenas filhos do rei, nascidos de uma mulher secundária, é-lhes necessário então, para reforçar seu "potencial sobrenatural", desposar sua meia-irmã, filha do verdadeiro casal faraônico. Se isso não acontecer, é preciso recorrer aos clássicos subterfúgios aos quais os sacerdotes se prestam de muito bom grado como, por exemplo: reconhecimento e autenticação do príncipe herdeiro pelo oráculo do deus. (...) As filhas reais desempenhavam, portanto, um papel muito importante."  Christiane Desroches Noblecourt - egiptóloga francesa